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Introdução
Informação sobre o Ano Polar Internacional
Ficha Técnica
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A Exposição “As Regiões Polares e o Equilíbrio Ambiental da Terra” é coordenada pelo Prof. Doutor Gonçalo Vieira e o Doutor José Xavier, do Comité Português para o Ano Polar Internacional.
O que é o Ano Polar Internacional?
O biénio que decorre de 1 de Março de 2007 a 1 de Março de 2009 foi designado pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Conselho Internacional para a Ciência, como o 4º Ano Polar Internacional (API), situação que não se verificava há exactamente 50 anos.
Há mais de 50.000 investigadores e técnicos de mais de 60 países a trabalhar no âmbito do Ano Polar Internacional, com o objectivo de aproveitar o evento para que se congreguem esforços internacionais em torno de perguntas científicas chave. Pretende-se que este esforço concertado minimize os custos na investigação polar e maximize os resultados a obter. O Ano Polar Internacional é, por isso, muito mais do que um evento polar. É já um evento global.
Qual a importância dos anos polares anteriores?
Os 3 anos polares anteriores decorreram em 1882-83, 1932-33 e 1957-58 e foram decisivos para que os cientistas compreendessem a importância das regiões polares para a Terra.
Os dois primeiros anos polares incidiram na investigação no Árctico, pois a Antárctida sempre foi um continente de acesso muito mais difícil. Mas no 3º Ano Polar, que coincidiu com o Ano Geofísico Internacional, deu-se uma verdadeira revolução em termos de ciência polar.
Nesse ano foram instaladas as primeiras bases invernais na Antárctida com a abertura de 40 bases de vários países no continente. Os EUA instalaram a base do Pólo Sul e a URSS instalou a base de Vostok, no Pólo da Inacessibilidade. Este ano resultou numa importante congregação de esforços internacionais em plena Guerra Fria, que esteve na origem de um tratado único e revolucionário – o Tratado da Antárctida.
Este tratado congelou todas as reclamações territoriais sobre o continente e declarou-o como uma região de paz e ciência, onde a actividade militar ficou proibida. Posteriormente, várias adendas foram implementadas, de entre as quais, uma das mais importantes é o Protocolo de Madrid, de protecção ambiental. Leia mais sobre o Tratado da Antárctida mais à frente nesta exposição.

Qual a importância do Ano Polar Internacional para Portugal?
O Ano Polar Internacional foi encarado pelos cientistas polares portugueses como uma verdadeira janela de oportunidade e o Comité Português para o Ano Polar Internacional foi rapidamente constituído, com os seguintes objectivos:
- Portugal subscrever o Tratado da Antárctida; - Portugal tornar-se membro do Comité Científico para Investigação na Antárctida (SCAR) - Portugal ver as actividades polares integradas num plano nacional de investigação dando enquadramento aos estudos polares portugueses; - Mostrar à população portuguesa a importância das regiões polares, e em especial aproveitar a ocasião para transmitir aos jovens o gosto pela ciência polar.
O que é o Comité Português para o Ano Polar Internacional?
O comité é constituído por um grupo de cientistas polares que se organizou para dinamizar as actividades científicas e de educação do Ano Polar Internacional, e é reconhecido como responsável pela organização do API em Portugal pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e pela organização internacional do Ano Polar Internacional.
São funções do Comité Português para o Ano Polar Internacional:
- Coordenar as actividades do API em Portugal; - Fazer a ligação entre a comunidade científica portuguesa e o Comité Conjunto Internacional do API; - Promover a ciência polar, funcionando como dinamizador de actividades polares; - Garantir a qualidade científica das acções portuguesas com o selo do Ano Polar Internacional.
O Comité Português para o API inclui cientistas das universidades do Algarve, Coimbra, Évora e Lisboa e representantes da Secção Portuguesa das Uniões Internacionais Astronómica, Geodésica e Geofísica, da Sociedade de Geografia de Lisboa e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
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Luís Mendes-Victor, Centro de Geofísica, Universidade de Lisboa (Presidente)
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Gonçalo Vieira, Centro de Estudos Geográficos, Universidade de Lisboa (Contacto nacional)
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Adelino Canário, Centro de Ciências do Mar, Universidade do Algarve
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Agostinho Ramos da Silva, Sociedade de Geografia de Lisboa -
Ana Maria Silva, Centro de Geofísica, Universidade de Évora -
António Pedro Viterbo, Instituto de Meteorologia -
José Xavier, Centro de Ciências do Mar, Universidade do Algarve
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Luís Aires-Barros, Sociedade de Geografia de Lisboa -
Pedro Miranda, Centro de Geofísica, Universidade de Lisboa -
Vera Fernandes, Instituto de Geofísica, Universidade de Coimbra
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PARCEIRO
Comité Português para o Ano Polar Internacional
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